Aberdeen Angus em Portugal
A genética Aberdeen-Angus é utilizada á décadas em Portugal, através do uso em cruzamento industrial, principalmente em primíparas de raças leiteiras devido à elevada facilidade no parto, o que assegura o início da lactação sem problemas sanitários ou de fertilidade ao mesmo tempo que cria um produto, i.e. F1, direccionado para o sector da carne.

A criação em linha pura tem o seu início em 1998, quando Roland Winter, importa animais da Alemanha e Luxemburgo para a zona de Mértola - Baixo Alentejo.

São introduzidos os primeiros animais no arquipélago dos Açores, em 2005, para os criadores Carlos Brum – ilha Graciosa e Luís Machado – ilha Terceira.

Uma vez que a raça não era reconhecida em Portugal através do registo genealógico, os animais não eram reconhecidos pelo SNIRA como puros da raça sendo crítica a produção para a constituição de núcleos puros e/ou cruzamento industrial.

Nesse sentido a Federação Agrícola dos Açores, interpelada pelos criadores desenvolve o processo de constituição do Livro Genealógico Português da Raça Aberdeen-Angus, com a colaboração próxima da Aberdeen-Angus Cattle Society - Escócia.

A 8 de Junho de 2007 o Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, através da Direcção Geral de Veterinária e a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, através da Direcção Regional do Desenvolvimento Agrário, assinam um protocolo com a Federação Agrícola dos Açores no sentido de instalar e colocar em funcionamento o Livro Genealógico.

A 27 de Novembro do mesmo ano é fundado o Livro Genealógico Português da Raça Aberdeen-Angus, nomeada como entidade gestora a Federação Agrícola dos Açores, ficando este sediado na ilha Terceira – Açores.

A história mais recente do funcionamento do LG conta com duas importações de gado puro. Em 2008 a partir da República da Irlanda, 6 toiros e 50 fêmeas, sendo 2 fêmeas de cor vermelha. Em 2009 chegaram a Portugal 3 toiros e 49 fêmeas a partir de explorações da Escócia e Inglaterra.

A genética importada conta com as melhores linhas, maternais e de toiros, utilizadas na criação de animais puros, com uma maior contribuição de linhas Britânicas e Irlandesas, mas também Americanas e Canadianas.

Todos os animais se adaptaram as condições edafo-climáticas e aos sistemas de produção. O Objectivo da selecção genética prende-se com o ajustamento da produção de animais de qualidade que permitam aumentar/criar núcleos puros, assim como contribuir para o uso em cruzamento industrial em raças de carne e de leite, favorecendo assim com, a transmissão das características determinantes na rentabilidade da produção de carne de qualidade que a ABERDEEN-ANGUS tem!
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